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12/12/2007
Lucas Mendes escreve sobre Diogo Mainardi
Como está explicado na carta dos editores publicada em ÉPOCA 100, a lista dos brasileiros mais influentes, os textos relativos à área de mídia foram produzidos pelos responsáveis pela edição, devido à complexidade do tema. Antes que a redação tivesse tomado a decisão de fazer esses textos, o jornalista Lucas Mendes fora procurado para escrever o texto sobre o colunista Diogo Mainardi, incluído na lista. Abaixo, o texto de Lucas Mendes sobre Mainardi:
Diogo Mainardi - Paixão e Ódio
Um dia o Paulo Francis me disse que queria trazer um convidado para o programa (Manhattan Connection, exibido pelo canal GNT da TV a cabo). O nome dele era Diogo Mainardi, um jovem escritor genial com um novo livro que ia encerrar o ciclo do romance na literatura. Ou seja, o que começou, segundo o Francis, com o “Vermelho e o Negro”, do Stendhal, ia acabar no “Polígono das Secas” de Diogo Mainardi. Diogo chegou a ficar constrangido com o entusiasmo do colega. Para tristeza do Francis e, com certeza do Mainardi, o livro, ignorado pelos críticos, secou nas livrarias.
Os e-mails da audiência do Manhattan, como os arroubos de Francis, não são as referências mais confiáveis, mas, desde o Francis, nenhum outro participante da nossa Conexão despertou tantas paixões e ódios. Como na revista Veja, Diogo traz o grosso na nossa correspondência. Esta semana, por exemplo, Mimi, do Rio, escreveu: "O Diogo é Minha Anta. Porque não vai para o Iraque ver o que o Bush fez de bom por lá?”. A Silvia, de São José dos Campos, pergunta: "Minha indignação com Brasília é crescente... você está disposto a liderar um movimento que dê uma sacudida na nossa pasmaceira?" Diogo Mainardi é influente porque não bate só nos influentes. Avacalha com o Chico Buarque, meu - e do Brasil - compositor favorito, é anticorporativo, dispara contra os próprios colegas da imprensa, quebra tabus e o esprit de corps. Diogo Mainardi não foi o primeiro a bater neste governo, nem o único criticar nossa imprensa, o PT e as corporações, mas as batidas dele, como as frases, são curtas, grossas e fáceis de entender. E o próximo governo, seja quem for, será tratado como anta.
Lucas Mendes, jornalista e âncora do programa Manhattan Connection |
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08/12/2007
Ele "mainardizou" a Veja
Em sua coluna na edição desta semana da revista Veja, o jornalista Diogo Mainardi menciona sua presença na lista ÉPOCA 100, publicada na semana passada. Leia o texto sobre Diogo Mainardi em ÉPOCA 100.
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07/12/2007
Marcello Serpa escreve a ÉPOCA
O publicitário Marcello Serpa, um dos 100 brasileiros mais influentes de acordo com a lista publicada por ÉPOCA em sua edição 498 (3/12/2007), enviou um e-mail à revista pedindo a reparação de uma "injustiça cruel" - a ausência de menção a seu sócio, José Luiz Madeira, no texto escrito pelo publicitário Alex Periscinoto. Abaixo, a íntegra do e-mail.
No último domingo, no Rio de Janeiro, conversando em família, soube que a Época tinha produzido uma lista das 100 pessoas mais influentes do Brasil. Fiquei muito surpreso ao saber que meu nome estaria incluído. Confesso que tanto eu quanto meu ego ficaram bastante felizes, apesar de o primeiro discordar do segundo quanto ao mérito dessa escolha.
Já no aeroporto, feliz da vida, corri para comprar a revista e lá me vi cercado de nomes e personagens que ninguém teria dúvida de apontar como os mais influentes de nossa época (o trocadilho é casual).
Porém, a alegria vaidosa de ter sido escolhido por vocês, e acredito que tenha seu dedo nisso, foi aos poucos sendo substituída por um crescente desconforto ao ler o texto escrito pelo Alex Periscinoto.
O Alex, guru de 9 entre 10 publicitários e considerado por todos eles como o fundador da moderna propaganda brasileira, escreveu um texto lindo e que transformaria qualquer mortal em Narciso. Porém foram omitidos alguns fatos básicos sobre a transição do comando da AlmapBBDO. E ao me colocar como comandante solo da agência, acabou cometendo um erro e uma injustiça cruel com uma das pessoas mais importantes da propaganda atual: meu sócio José Luiz Madeira.
O Alex fez algo em 1993 que até hoje não foi repetido por nenhuma agência brasileira. Preparou, junto com a BBDO americana, a sua sucessão. E para isso três profissionais se apresentaram, e não só um como pode ser interpretado por qualquer leitor menos informado sobre o nosso mercado. Alexandre Gama, redator; José Luiz Madeira, Planejamento; e eu como diretor de arte. Compramos as ações do Alex e da BBDO em partes iguais e iniciamos um processo de transição. Logo no inicio, o Alexandre Gama nos deixou e, algum tempo depois, foi a vez de o Alex cumprir a sua parte do acordo inicial e deixar a sociedade. Há pelo menos 10 anos o José Luiz e eu administramos sózinhos a agência seguindo apenas um princípio muito simples: Planejamento e Criação com pesos iguais.
O papel do Planejamento de buscar insights e diferenciais dos produtos junto ao consumidor é desempenhado quase sempre por trás do palco. Bem longe dos holofotes do mercado que geralmente estão voltados à Criação. E uma das maiores mudanças da propaganda nos últimos anos é a importância que o Planejamento assumiu dentro das agências. Diferente do passado romântico em que o criativo era o centro das atenções e surpreendia a todos numa reunião com suas idéias frescas e divertidas, hoje qualquer criativo minimamente inteligente está ansioso por um companheiro que o ajude a entender e a interagir com uma das maiores quimeras da propaganda: o consumidor.
Agradeço do fundo do coração a vocês por terem me escolhido para fazer parte dessa lista. Só a minha família já deve ter esgotado a edição. E também ao Alex pelas palavras, que apesar de extremamente carinhosas embutem uma enorme injustiça. E por respeito aos nossos funcionários e clientes, lhes peço que publiquem essa retificação.
Marcello Serpa |
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04/12/2007
Escolha dos leitores
DIEGO HYPÓLITO Ele lidera o ranking mundial de ginástica
Aos 21 anos, Diego Hypólito lidera o ranking internacional de solo da última lista divulgada pela Federação Internacional de Ginástica, com 547,46 pontos. O feito faz com que o brasileiro se torne o mais jovem, e o único do hemisfério Sul, a ocupar a primeira posição do ranking. A conquista é reflexo do brilhante ano que o atleta teve. No Pan do Rio, Diego conquistou duas medalhas de ouro, uma no solo e outra no salto sobre o cavalo. Além disso, sagrou-se bicampeão mundial em setembro e de triunfar na etapa da Copa do Mundo em Stuttgart, na Alemanha. Diego começou a se destacar em 2004, quando ganhou cinco medalhas de ouro no solo e uma no solo em etapas da Copa do Mundo de Ginástica. No ano seguinte, aos 19 anos, após se recuperar de uma fratura na tíbia, consagrou-se como o primeiro brasileiro campeão mundial de ginástica em Melbourne, na Austrália. A ginástica brasileira deve muito à família Hypólito. Em 2001, a também ginasta Daniele Hypólito, irmã de Diego, faturou a medalha de prata no Mundial de Ghent e colocou o Brasil no mapa da ginástica, modalidade até então sem a menor tradição no país. Para 2008, a meta de Diego é repetir os bons resultados de 2007 e garantir uma vaga nas Olimpíadas de Pequim. |
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04/12/2007
Escolha dos leitores
DOM LUIZ FLAVIO CAPPIO, o profeta do Rio São Francisco
Dom Luiz Cappio nasceu na cidade de Guaratinguetá, interior de São Paulo. Ainda na adolescência, trocou as festas que costuma freqüentar com os garotos de sua idade para se dedicar à vida religiosa. Ao ordena-se frade franciscano, vendeu um prédio de três que seu pai havia lhe dado e doou todo o dinheiro para instituições de caridade. Em 1974, já como membro da Pastoral Operária, saiu de São Paulo para uma peregrinação na região Nordeste, o que lhe rendeu a fama de profeta. Foi ordenado bispo, contrariando a “tradição” da Igreja Católica de não conceder o título para religiosos ligados às causas sociais. Na década de 90, já instalado na região, coordenou uma caminhada da nascente à foz do Rio São Francisco, quando firmou seu conhecimento sobre o rio e da população ribeirinha. Em 2005, Dom Luiz ganhou notoriedade ao anunciar uma greve de fome em protesto ao projeto de transposição do São Francisco. Na época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou o então ministro das Relações Institucionais Jaques Wagner ao sertão pernambucano para negociar com Dom Luiz uma saída para o impasse. O jejum do religioso durou 11 dias e causou o adiamento temporário da obra. No último dia 26 de novembro, o religioso entrou novamente em greve de fome por conta do início das obras pra a transposição do rio. Para Dom Luiz, o povo brasileiro precisa enxergar "o verdadeiro sentido da obra" e fiscalizar mais as atitudes do governo.
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04/12/2007
Escolha dos leitores
THIAGO PEREIRA, o polivalente
Thiago Pereira virou um dos ídolos brasileiros durante o Pan do Rio, em agosto deste ano. Na competição, o nadador conquistou nada menos que oito medalhas - seis de ouro, uma de prata e uma de bronze - e bateu o recorde de conquistas brasileiras em uma única edição do Pan, que era de Fernando Scherer, o Xuxa. No último mês de novembro, o nadador mais uma vez foi destaque na Copa do Mundo de Natação em Piscina Curta: foram oito ouros e um bronze em nove provas disputadas, além de se tornar recordista nos 400 m medley e nos 200 m. Thiago começou cedo nas piscinas. Com 1 ano e seis meses de idade foi matriculado pela mãe em uma escolinha de natação em Volta Redonda (RJ), onde nasceu. Aos 12, começou a treinar seriamente e há seis anos transferiu-se para o Minas Tênis Clube onde treina até hoje. Polivalente, Thiago é capaz de nadar bem os quatro estilos - borboleta, costas, peito e livre. Segundo o atleta, que rejeitou o convite de treinar nos Estados Unidos, o segredo para chegar onde ele está é treinar muito. "Não sou um super-homem", disse.
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01/12/2007
Ídolos & Heróis Estrelas do esporte e do entretenimento que brilharam neste ano
IVETE SANGALO A campeã brasileira da alegria
Eu a chamo de Ivetão por sua grandeza e porque, quando ela chega, chega mesmo, e preenche todos os espaços. Lembro-me de Ivete Sangalo no começo de carreira, num dos trios elétricos de Salvador. Alguém disse: “Esta moça é das que fazem do Carnaval da Bahia um palco”. Ivete, de 35 anos, é de Juazeiro, terra de João Gilberto. Ela é toda música, de um jeito visceral e profundo. Também acho importante esse lado raízes, de quem vem de uma família de músicos. Ela é de uma geração que não nega o regional, mas não deixa isso ofuscar o contemporâneo. Bem baiana e bem Nordeste, mas também universal, cosmopolita. É uma flecha, rápida, cheia de energia, aquela alegria toda. O Expresso 2222, meu trio elétrico, vai comemorar dez anos de existência, e a Ivete não poderá ir à festa por causa de compromissos de trabalho. Vai fazer uma falta danada! Gilberto Gil, ministro da Cultura.
Confira a íntegra de Ídolos e heróis. |
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01/12/2007
Criadores & Artistas Os destaques da produção artística e cultural
ALEX ATALA Um dos 50 melhores chefs do mundo
No meio da gastronomia, os grandes talentos sempre acabam se conhecendo. Foi assim meu encontro com Alex Atala. Alex, de 39 anos, representa o que há de melhor na gastronomia brasileira, e isso é o que ele tem de mais importante. (Em 2007, pelo segundo ano consecutivo, a revista inglesa Restaurant Magazine incluiu seu restaurante, o D.O.M., entre os 50 melhores do mundo.) Uma vez o Alex convidou meu filho, Thomas, para trabalhar com ele num evento que faria na Espanha. Isso mostra a generosidade do Alex. Considero importante contar que isso não foi só com meu filho. Ele age assim com todos os jovens chefs.
Claude Troisgros, chef.
Confira a íntegra de Criadores e artistas. |
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01/12/2007
Guias & Pensadores Acadêmicos, professores e religiosos notáveis por sua liderança
EDUARDO GIANNETTI Um economista e filósofo com intelecto abrangente na academia e uma roupagem pop na televisão
Quando Eduardo me chamou para gravar com ele os programas “O Valor do Amanhã”, baseados em seu livro homônimo – série exibida no Fantástico, da Rede Globo –, sabia que seria desafiador. Procuramos não abrir mão do conteúdo complexo e da perspectiva sofisticada do livro, mesmo falando para gente do Brasil todo e de vários níveis de formação. Textos de Schopenhauer foram mostrados para 50 milhões de pessoas na apresentação do ator Matheus Nachtergaele. Caetano Veloso, amigo de Eduardo, Tom Zé e intelectuais importantes como a antropóloga Manuela Carneiro da Cunha e o biólogo americano Edward Wilson também participaram. O texto de Eduardo é muito bom, tem fluidez e humor fino, que tornam seus escritos palatáveis a um público mais amplo. Além da visão original da economia, ele enxerga todas as questões com o olhar da filosofia. Sua formação é muito vasta e livre. Eduardo, de 50 anos, não é um economista fechado em uma especialidade. Está ligado a várias áreas do conhecimento, de maneira intensa. Ama literatura, gastronomia, bons vinhos e ouve muito Mozart. Escreveu poesia durante muito tempo. É apaixonado pela cultura popular brasileira. Tem uma grande bagagem para pensar o Brasil com liberdade. Isso o diferencia.
Isa Ferraz, socióloga e cineasta, dirigiu a série “O Valor do Amanhã”, protagonizada por Giannetti.
Confira a íntegra de Guias e pensadores. |
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01/12/2007
Benfeitores Pessoas que usam seu tempo, dinheiro e energia para criar modelos de solidariedade
MILÚ VILLELA
CAUSA - É a grande promotora da causa do voluntariado no país. Uma das mulheres mais ricas do país (é acionista do Banco Itaú), usa sua capacidade de mobilizar recursos e pessoas em prol de suas causas, unindo poder econômico e poder político
IMPACTO - Comanda o Instituto Faça Parte, que, desde 2001, patrocina iniciativas de voluntariado. Milú encabeça o projeto Todos pela Educação, uma articulação de benfeitores com o objetivo de erradicar o analfabetismo no Brasil até 2022. A idéia é criar um projeto de longo prazo que se torne uma política permanente do Estado brasileiro
Confira a íntegra de Benfeitores. |
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01/12/2007
Mídia Os jornalistas, colunistas e empresários de comunicação mais expressivos
ROBERTO IRINEU MARINHO O paranóico improvável
“Só os paranóicos sobrevivem”, escreveu Andy Grove, fundador da Intel e uma das mentes mais agudas do mundo dos negócios em todos os tempos. Grove queria dizer que, sem uma preocupação obsessiva com o mercado, o negócio e as inovações, empresa nenhuma poderia aspirar a uma vida longa. Roberto Irineu Marinho, de 60 anos, presidente das Organizações Globo, é, dentro do conceito groviano, um paranóico improvável. Quase sempre em mangas de camisa, voz baixa, ouvidos abertos no limite aos interlocutores, avesso às luzes do holofote e descentralizador, Roberto Irineu aparenta ser um carioca tranqüilo. Mas como executivo à frente da maior, mais influente e por isso mesmo mais combatida empresa de mídia do país ele cabe com perfeição na frase de Andy Grove. Roberto Irineu Marinho é um competidor obstinado, um cobrador apaixonado da qualidade – tanto no conteúdo de suas empresas de variadas mídias como na gestão administrativa e estratégica de cada uma delas.
Primogênito do jornalista Roberto Marinho (1904-2003), o incansável empreendedor que construiu um império multimídia a partir de um pequeno jornal fundado pelo pai, Irineu, Roberto Irineu comanda as Organizações Globo ao lado dos irmãos João Roberto e José Roberto. João Roberto é o editor da Globo e também o interlocutor da empresa diante do mundo político. José Roberto cuida sobretudo da ação social da Globo, um trabalho no qual se destaca a Fundação Roberto Marinho. Os três irmãos, que o pai pôs para trabalhar no jornal O Globo desde garotos, são igualmente informais, francos, cultores de princípios e despojados dos símbolos conspícuos do poder. Mas quem os conhece sabe que eles são competidores por excelência, paranóicos no sentido dado à palavra por Andy Grove – o que ajuda a entender a longa e firme liderança das Organizações Globo na mídia brasileira.
Confira a íntegra de Mídia. |
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01/12/2007
Empreendedores & Pioneiros Empresários e investidores que inovam e lideram nos negócios
EMÍLIO ODEBRECHT Um pioneiro da internacionalização da marca Brasil
No início dos anos 90, fui escalado para uma reportagem especial sobre os planos de Emílio Odebrecht, que recentemente assumira o comando do grupo fundado por seu pai, o legendário Norberto Odebrecht. Fui recebido na suíte de um hotel cinco-estrelas da zona sul carioca pelo próprio Emílio, então com 47 anos de idade (hoje tem 62). Sem muitos rodeios, ele disparou a falar com entusiasmo sobre sua estratégia para os negócios da família. O crescimento futuro da Odebrecht se basearia num tripé: a expansão internacional da construtora, a criação de um braço forte na petroquímica e a abertura de uma frente no setor de celulose.
Os planos para a celulose, é certo, ficaram pelo caminho. Em relação aos outros dois, creio, nenhum acionista da Odebrecht tem do que reclamar de Emílio. Em 15 anos, ele transformou o grupo, dono da Braskem, na principal potência petroquímica do Brasil. Ao mesmo tempo, a empreiteira não só fincou bandeira em canteiros de obras em mais de 30 países, como ajudou a mostrar com seu exemplo a viabilidade do caminho da internacionalização para as demais empresas brasileiras.
Clayton Netz, jornalista.
Confira a íntegra de Empreendedores e pioneiros. |
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01/12/2007
Líderes & Reformadores Os nomes fortes da política, da Justiça e da administração
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Uma influência que vai além do cargo
A posição destacada do presidente Lula na política brasileira deriva das duas formas como ele é visto e avaliado. De um lado, está o mito político, representado pelo homem que veio de baixo e chegou à Presidência da República. De outro, o governante, que não só tem enorme popularidade, como incorporou diversas forças políticas e sociais em torno de si, criando um fenômeno chamado lulismo. O lado mitológico é respeitado até pelos adversários. Aqui não há como evitar a paráfrase preferida do momento: “Nunca antes na história política deste país” alguém enfrentou condições tão adversas para conquistar o poder. A biografia de Lula tem elementos para todos os gostos. Para a classe média mais escolarizada, ele é visto como um dos mais importantes líderes da redemocratização brasileira. A população mais pobre o reconhece como um entre os seus, pelas agruras por que passou e pela forma como se comunica. No dia em que venceu a primeira eleição, em 2002, começava o teste de fogo para o mito. Como o próprio presidente já admitiu, quando era oposição, ele dizia muitas bravatas. E a chegada ao poder obrigou-o a um choque de realismo, algo condizente com sua trajetória de pragmatismo tanto no sindicalismo como no Partido dos Trabalhadores.
Mas a passagem do líder mitológico ao governante responsável não foi fácil. Significou aproximar-se de muitas políticas da era FHC. Isso desagradou a boa parte do eleitorado, que se sentiu órfã. Num balanço de acertos e erros, o presidente Lula pode contabilizar, hoje, aos 62 anos, uma grande popularidade, fruto do sucesso de algumas políticas, como as de transferência de renda. Mas a influência do presidente foi além. Entrou no terreno dos “ismos” que povoam a história brasileira. O lulismo é um fenômeno que paira sobre os partidos, ora os agraciando, ora os confundindo e, acima de tudo, os amarrando a uma agenda da qual não conseguem se livrar. Nesse aspecto, Lula se parece cada vez mais com Vargas, não por acaso visto por muitos como o brasileiro mais influente de nossa história.
Fernando Abrucio, cientista político, professor da Fundação Getúlio Vargas e colunista de ÉPOCA.
Confira a íntegra de Líderes e reformadores. |
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01/12/2007
A Elite da Influência A lista dos brasileiros que mais fazem acontecer

ÉPOCA apresenta as pessoas que foram exemplos de realização, força moral ou influência no Brasil em 2007. São 100 personalidades, das mais diversas áreas, reunidas em sete grupos. No primeiro, Líderes e Reformadores, estão os políticos, juristas e administradores que mostram especial influência ou capacidade de gestão, reforma e inovação na vida pública. A seguir, em Empreendedores e Pioneiros, os empresários e investidores que inovam e lideram nos negócios e na economia, ampliando o mercado e ajudando a internacionalizar a marca Brasil. Em Mídia, os jornalistas, colunistas e empresários da comunicação mais expressivos, formadores de opinião e do senso crítico nacional. No grupo de Benfeitores, como o nome indica, pessoas que usam seu tempo, seu dinheiro ou sua energia para criar modelos de solidariedade social ou voluntariado. Guias e Pensadores reúne acadêmicos, professores e religiosos com notável liderança na sociedade, na pesquisa científica e na divulgação do conhecimento. No grupo de Criadores e Artistas estão os brasileiros cuja criatividade está presente na produção artística e no consumo cultural. Finalmente, em Ídolos e Heróis, as estrelas do esporte e do entretenimento que mais brilharam neste ano.
Confira as listas:
- Líderes e reformadores - Empreendedores e pioneiros - Mídia - Benfeitores - Guias e pensadores - Criadores e artistas - Ídolos e heróis
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23/11/2007
Aécio Neves indica Oscar Niemeyer
“Oscar Niemeyer talvez seja uma das poucas unanimidades do nosso tempo, não apenas pelo extraordinário talento, mas pela dimensão ética que tem imprimido a sua vida. Sua arquitetura é profundamente humanista. Sabe expressar o silêncio e o protesto, a reflexão e a alegria e, sobretudo, a solidariedade. Foi nas linhas das montanhas de Minas que Oscar se encantou com a imponência das curvas.”
Aécio Neves, governador de Minas Gerais |
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23/11/2007
Eduardo Suplicy indica Fernando Gabeira
“Indico o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), que tem exercido um relevante papel como uma consciência democrática no Brasil e no mundo. Atento às questões relativas ao meio ambiente, ao direito à cidadania, às liberdades no seu sentido mais amplo, à ética na vida política, Gabeira tem sido um excelente representante do povo.”
Eduardo Suplicy, senador (PT-SP) |
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23/11/2007
Samuel Rosa indica Thiago Pereira e Wagner Moura
“Thiago Pereira é o maior fenômeno da natação brasileira atual. Ele foi a grande estrela do Pan e é a grande esperança de medalha de ouro do Brasil nas Olimpíadas de 2008. Voto também em Wagner Moura, o protagonista de Tropa de Elite. O mérito dele como ator torna a escolha até óbvia, mas não há como fugir. Ele merece.”
Samuel Rosa, cantor e compositor do Skank |
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23/11/2007
Alberto Carlos Almeida indica Roberto DaMatta e Wanderley Guilherme dos Santos
“O antropólogo Roberto DaMatta é influente no longo prazo. Ainda que ele tenha muito espaço na mídia, são os livros que o tornam influente. Wanderley Guilherme dos Santos é um importante cientista político em defesa do governo. Se ele estivesse defendendo a oposição, não seria influente, porque seria mais um dentre muitos. Defendendo o governo, ele se destaca, posto que não existem cientistas políticos de peso que o façam atualmente.”
Alberto Carlos Almeida, cientista político e sociólogo, autor do livro A Cabeça do Brasileiro
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16/11/2007
Moacyr Scliar indica Marcos Vinicios Vilaça, Luis Fernando Verissimo e Paulo Buss
“Durante a gestão de Marcos Vinicios Vilaça, a Academia Brasileira de Letras mudou por completo, aproximando-se mais da cultura popular, abrindo suas portas para o público em geral, um passo verdadeiramente revolucionário nos 110 anos de história da instituição. Luis Fernando Verissimo, além de notável cronista, um dos maiores expoentes nesse gênero tão brasileiro, é um grande ficcionista e músico, uma das cabeças mais lúcidas deste país. Paulo Buss, médico de saúde pública, presidente da Fundação Oswaldo Cruz, deu notável dinamismo à Fiocruz. Hoje, ela fabrica vacinas e medicamentos, realiza exames e pesquisas e treina técnicos. Buss lidera com brilho esse processo.”
Moacyr Scliar, escritor
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16/11/2007
Claude Troisgros indica Tereza Corção e Camila Pitanga
“Admiro o trabalho social que a chef Tereza Corção realiza em escolas públicas do Rio de Janeiro com oficinas de tapioca, projeto que quer levar para todo o Brasil. Em 2007, Camila Pitanga mostrou sua versatilidade encarnando dois personagens fortes, um para a TV (Paraíso Tropical) e outro no cinema (Noel – Poeta da Vila).”
Claude Troisgros, chef |
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16/11/2007
Marco Ricca indica Fábio Bibancos
“Tenho profunda admiração por Fábio Bibancos, por sua capacidade mobilizadora como dentista e sua luta incansável por meio de sua ONG. O projeto Dentistas do Bem devolve a dignidade aos desassistidos, com 2.700 cirurgiões-dentistas unidos por um ideal que, mais que um trabalho assistencialista, é uma crítica ao sistema de saúde brasileiro.”
Marco Ricca, ator
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16/11/2007
Roberto Schaeffer indica José Goldemberg
“Na área de energia, José Goldemberg foi o destaque de 2007. Tem aliado o rigor acadêmico com a sensibilidade política, influenciando de maneira correta o desenvolvimento dessa área no Brasil, diante da importância crescente dos biocombustíveis. Tomou uma posição forte contra a expansão da geração nuclear.”
Roberto Schaeffer, professor de Planejamento Energético da Coppe/UFRJ
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09/11/2007
Raymundo Magliano Filho indica Jorge Gerdau e Zilda Arns
“Jorge Gerdau é a perfeita síntese do empresário com visão estratégica para os negócios e consciência da importância da responsabilidade social corporativa. Em Zilda Arns convergem, em doses certas, a compaixão e uma enorme capacidade de mobilização e organização. Esse é o segredo da Pastoral da Criança.”
Raymundo Magliano Filho, presidente da Bolsa de Valores de São Paulo |
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09/11/2007
Andrea Matarazzo indica Lula
“O presidente Lula é um fenômeno. Ele é o brasileiro mais influente hoje, pela sua capacidade de comunicação com o povo. Só não reconhece isso quem não quer.”
Andrea Matarazzo, secretário de Coordenação das Subprefeituras de São Paulo, ex-ministro e ex-embaixador |
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09/11/2007
Carlos Miller indica Paulo Adário e Miguel Krigsner
“Paulo Adário, do Greenpeace, pelo trabalho que todos conhecem, e Miguel Krigsner, presidente de O Boticário. Hoje a Fundação Boticário é umas das ONGs mais influentes do país. Quem tem feito ações efetivas, sérias e de verdade é a turma sob o comando de Krigsner. Ele tem sido um investidor efetivo e consistente por vários anos.”
Carlos Miller, coordenador da Fundação Avina, que apóia projetos de desenvolvimento sustentável |
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09/11/2007
Glória Kalil indica Clô Orozco e Romário
“Na área da moda, eu destaco a estilista Clô Orozco, criadora da grife Huis Clos. São 30 anos de uma carreira muito elaborada, com um trabalho particular, uma trajetória de muita personalidade. Também cito o Romário, por ter conseguido fazer os mil gols dele e pela maneira tranqüila, segura e afetiva com que lida com o fato de sua filha ter a síndrome de Down.”
Glória Kalil, consultora de moda |
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01/11/2007
Washington Olivetto indica Joaquim Barbosa e Wagner Moura
“Indico o ministro Joaquim Barbosa, que chacoalhou o país com sua postura ética e seu vocabulário atípico, e o ator Wagner Moura, que protagonizou dois papéis diferentes – na televisão, na novela Paraíso Tropical; e no cinema, em Tropa de Elite – com o mesmo brilhantismo.”
Washington Olivetto, publicitário, presidente da agência W/Brasil |
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01/11/2007
Marcelo Déda indica Luiz Inácio Lula da Silva
“Indico Luiz Inácio Lula da Silva. Pela sua trajetória pessoal e pelo significado político e social de sua chegada à Presidência, Lula se transformou numa referência que incorpora um novo modelo de liderança política, de forte carisma, indiscutível legitimidade social, compromisso democrático e crença na negociação como ferramenta de construção de consensos.”
Marcelo Déda, governador de Sergipe |
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01/11/2007
Sidarta Ribeiro indica Miguel Nicolelis
“Indico o neurocientista Miguel Nicolelis, criador do instituto que dirijo. No ano de 2007, assim como na última década, Nicolelis foi o neurocientista brasileiro com maior impacto científico internacional. Tem atuado na fronteira de múltiplas áreas da neurociência, como as interfaces cérebro–máquina, a neurofisiologia sensorial, sono e memória e a doença de Parkinson.”
Sidarta Ribeiro, neurocientista, diretor de pesquisas do Instituto Internacional de Neurociências |
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01/11/2007
Rubens Ewald Filho indica Fernando Meirelles e Walter Salles
“Os cineastas brasileiros mais importantes dos últimos anos são Fernando Meirelles e Walter Salles. O Meirelles tem um ótimo trabalho, é consagrado aqui e lá fora, tem muita repercussão internacional. Mas quem abriu as portas para isso foi o Waltinho, principalmente junto à distribuidora americana Miramax, depois de Central do Brasil. Salles é um cineasta de muita generosidade, com toda uma história, que trabalha muito pelo cinema.”
Rubens Ewald Filho, crítico de cinema |
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