04/12/2007
Escolha dos leitores

THIAGO PEREIRA,
o polivalente

Thiago Pereira virou um dos ídolos brasileiros durante o Pan do Rio, em agosto deste ano. Na competição, o nadador conquistou nada menos que oito medalhas - seis de ouro, uma de prata e uma de bronze - e bateu o recorde de conquistas brasileiras em uma única edição do Pan, que era de Fernando Scherer, o Xuxa. No último mês de novembro, o nadador mais uma vez foi destaque na Copa do Mundo de Natação em Piscina Curta: foram oito ouros e um bronze em nove provas disputadas, além de se tornar recordista nos 400 m medley e nos 200 m. Thiago começou cedo nas piscinas. Com 1 ano e seis meses de idade foi matriculado pela mãe em uma escolinha de natação em Volta Redonda (RJ), onde nasceu. Aos 12, começou a treinar seriamente e há seis anos transferiu-se para o Minas Tênis Clube onde treina até hoje. Polivalente, Thiago é capaz de nadar bem os quatro estilos - borboleta, costas, peito e livre. Segundo o atleta, que rejeitou o convite de treinar nos Estados Unidos, o segredo para chegar onde ele está é treinar muito. "Não sou um super-homem", disse.

Comentários Comentários () > Link da nota

04/12/2007
Escolha dos leitores

DOM LUIZ FLAVIO CAPPIO,
o profeta do Rio São Francisco

Dom Luiz Cappio nasceu na cidade de Guaratinguetá, interior de São Paulo. Ainda na adolescência, trocou as festas que costuma freqüentar com os garotos de sua idade para se dedicar à vida religiosa. Ao ordena-se frade franciscano, vendeu um prédio de três que seu pai havia lhe dado e doou todo o dinheiro para instituições de caridade. Em 1974, já como membro da Pastoral Operária, saiu de São Paulo para uma peregrinação na região Nordeste, o que lhe rendeu a fama de profeta. Foi ordenado bispo, contrariando a “tradição” da Igreja Católica de não conceder o título para religiosos ligados às causas sociais. Na década de 90, já instalado na região, coordenou uma caminhada da nascente à foz do Rio São Francisco, quando firmou seu conhecimento sobre o rio e da população ribeirinha. Em 2005, Dom Luiz ganhou notoriedade ao anunciar uma greve de fome em protesto ao projeto de transposição do São Francisco. Na época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou o então ministro das Relações Institucionais Jaques Wagner ao sertão pernambucano para negociar com Dom Luiz uma saída para o impasse. O jejum do religioso durou 11 dias e causou o adiamento temporário da obra. No último dia 26 de novembro, o religioso entrou novamente em greve de fome por conta do início das obras pra a transposição do rio. Para Dom Luiz, o povo brasileiro precisa enxergar "o verdadeiro sentido da obra" e fiscalizar mais as atitudes do governo.

Comentários Comentários () > Link da nota

04/12/2007
Escolha dos leitores

DIEGO HYPÓLITO
Ele lidera o ranking mundial de ginástica


Aos 21 anos, Diego Hypólito lidera o ranking internacional de solo da última lista divulgada pela Federação Internacional de Ginástica, com 547,46 pontos. O feito faz com que o brasileiro se torne o mais jovem, e o único do hemisfério Sul, a ocupar a primeira posição do ranking. A conquista é reflexo do brilhante ano que o atleta teve. No Pan do Rio, Diego conquistou duas medalhas de ouro, uma no solo e outra no salto sobre o cavalo. Além disso, sagrou-se bicampeão mundial em setembro e de triunfar na etapa da Copa do Mundo em Stuttgart, na Alemanha. Diego começou a se destacar em 2004, quando ganhou cinco medalhas de ouro no solo e uma no solo em etapas da Copa do Mundo de Ginástica. No ano seguinte, aos 19 anos, após se recuperar de uma fratura na tíbia, consagrou-se como o primeiro brasileiro campeão mundial de ginástica em Melbourne, na Austrália. A ginástica brasileira deve muito à família Hypólito. Em 2001, a também ginasta Daniele Hypólito, irmã de Diego, faturou a medalha de prata no Mundial de Ghent e colocou o Brasil no mapa da ginástica, modalidade até então sem a menor tradição no país. Para 2008, a meta de Diego é repetir os bons resultados de 2007 e garantir uma vaga nas Olimpíadas de Pequim.

Comentários Comentários () > Link da nota

07/12/2007
Marcello Serpa escreve a ÉPOCA

O publicitário Marcello Serpa, um dos 100 brasileiros mais influentes de acordo com a lista publicada por ÉPOCA em sua edição 498 (3/12/2007), enviou um e-mail à revista pedindo a reparação de uma "injustiça cruel" - a ausência de menção a seu sócio, José Luiz Madeira, no texto escrito pelo publicitário Alex Periscinoto. Abaixo, a íntegra do e-mail.

No último domingo, no Rio de Janeiro, conversando em família, soube que a Época tinha produzido uma lista das 100 pessoas mais influentes do Brasil. Fiquei muito surpreso ao saber que meu nome estaria incluído. Confesso que tanto eu quanto meu ego ficaram bastante felizes, apesar de o primeiro discordar do segundo quanto ao mérito dessa escolha.

Já no aeroporto, feliz da vida, corri para comprar a revista e lá me vi cercado de nomes e personagens que ninguém teria dúvida de apontar como os mais influentes de nossa época (o trocadilho é casual).

Porém, a alegria vaidosa de ter sido escolhido por vocês, e acredito que tenha seu dedo nisso, foi aos poucos sendo substituída por um crescente desconforto ao ler o texto escrito pelo Alex Periscinoto.

O Alex, guru de 9 entre 10 publicitários e considerado por todos eles como o fundador da moderna propaganda brasileira, escreveu um texto lindo e que transformaria qualquer mortal em Narciso. Porém foram omitidos alguns fatos básicos sobre a transição do comando da AlmapBBDO. E ao me colocar como comandante solo da agência, acabou cometendo um erro e uma injustiça cruel com uma das pessoas mais importantes da propaganda atual: meu sócio José Luiz Madeira.

O Alex fez algo em 1993 que até hoje não foi repetido por nenhuma agência brasileira. Preparou, junto com a BBDO americana, a sua sucessão. E para isso três profissionais se apresentaram, e não só um como pode ser interpretado por qualquer leitor menos informado sobre o nosso mercado. Alexandre Gama, redator; José Luiz Madeira, Planejamento; e eu como diretor de arte. Compramos as ações do Alex e da BBDO em partes iguais e iniciamos um processo de transição. Logo no inicio, o Alexandre Gama nos deixou e, algum tempo depois, foi a vez de o Alex cumprir a sua parte do acordo inicial e deixar a sociedade. Há pelo menos 10 anos o José Luiz e eu administramos sózinhos a agência seguindo apenas um princípio muito simples: Planejamento e Criação com pesos iguais.

O papel do Planejamento de buscar insights e diferenciais dos produtos junto ao consumidor é desempenhado quase sempre por trás do palco. Bem longe dos holofotes do mercado que geralmente estão voltados à Criação. E uma das maiores mudanças da propaganda nos últimos anos é a importância que o Planejamento assumiu dentro das agências. Diferente do passado romântico em que o criativo era o centro das atenções e surpreendia a todos numa reunião com suas idéias frescas e divertidas, hoje qualquer criativo minimamente inteligente está ansioso por um companheiro que o ajude a entender e a interagir com uma das maiores quimeras da propaganda: o consumidor.

Agradeço do fundo do coração a vocês por terem me escolhido para fazer parte dessa lista. Só a minha família já deve ter esgotado a edição. E também ao Alex pelas palavras, que apesar de extremamente carinhosas embutem uma enorme injustiça. E por respeito aos nossos funcionários e clientes, lhes peço que publiquem essa retificação.

Marcello Serpa

Comentários Comentários () > Link da nota

 
ÉPOCA vai escolher os 100 brasileiros e brasileiras mais importantes da atualidade. Você pode colaborar
 
  RSS  (O que é isso?)
 
  02/12/2007 - 08/12/2007 26/11/2007 - 02/12/2007 20/11/2007 - 26/11/2007 14/11/2007 - 20/11/2007 08/11/2007 - 14/11/2007 27/10/2007 - 02/11/2007 21/10/2007 - 27/10/2007 15/10/2007 - 21/10/2007
 
 

ÉPOCA Online

 
         
 
Copyright © 2007 - As mensagens postadas na seção reservada aos comentários são de responsabilidade única e exclusiva de seus autores.